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A APFAC acredita que as argamassas e o ETICS são elementos fundamentais para a construção de edifícios mais sustentáveis, eficientes e confortáveis. A associação está empenhada em promover a qualidade e segurança das argamassas e ETICS, contribuindo ativamente para o cumprimento das normas e regulamentos técnicos por todas as entidades do setor.

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Associação Portuguesa dos Fabricantes de Argamassas e ETICS
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Sustentabilidade

O conceito de sustentabilidade procura equilibrar a exploração dos recursos naturais com a preservação ambiental, garantindo que as necessidades das gerações futuras não sejam comprometidas e assenta em três pilares:

      • Ambiental
      • Económico
      • Social

Este conceito evoluiu para o “desenvolvimento sustentável”, com um foco específico na proteção do meio ambiente: por exemplo, reduzindo as emissões dos gases efeitos de estufa e reforçando a utilização de materiais sustentáveis; na área económica: reduzindo desperdícios, custos operacionais e aumentando eficiência; e socialmente garantindo o bem-estar, a igualdade e a inclusão da comunidade na tomada de decisões. É, portanto, um assunto prioritário para as empresas, de importância crescente.

No âmbito empresarial, a sustentabilidade influencia práticas de gestão, com foco na ética, no compliance legal e na criação de valor económico. A gestão deverá integrar aspetos sociais e ambientais nas suas análises estratégicas, até porque será uma imposição crescente das várias partes interessadas, tais como clientes, investidores, entidades estatais, vizinhos e colaboradores.

As empresas devem compreender os critérios ESG (ambientais, sociais e de governance) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para criar valor a longo prazo e irão agir tendo estes princípios para aumentar a sua eficiência, atuando ao nível da análise do contexto, de riscos e oportunidades.  As empresas adotam gradualmente o conceito de sustentabilidade. Terão em conta os desafios atuais e têm como certo a necessidade de integrar a sustentabilidade na sua análise estratégica e nas suas decisões.

Relativamente ao conceito sustentabilidade a associação entende a importância de tratar dois eixos estratégicos:

      • Eficiência energética – Portugal ainda se depara em elevada escala com um cenário de “pobreza energética”, com edifícios mal isolados termicamente que para manter níveis de conforto razoáveis necessitam de elevados consumos de energia. Identificam-se deficiências construtivas ao nível de toda a envolvente dos edifícios, em pavimentos, paredes e coberturas. Há ainda um longo processo para poder chegar às melhores práticas europeias, devendo optar-se por investir em soluções passivas. A APFAC defende a instalação do sistema ETICS, protegendo os imóveis e criando, assim, condições para reduzir de forma sustentável, os custos energéticos.
      • Economia circular – Ambiciona-se alternar o conceito de “fim-de-vida” da chamada “economia linear”, por um processo de reutilização e recuperação de materiais numa “economia circular”. Reconhece-se a necessidade de reutilizar e recuperar. Procura-se sensibilizar para o reconhecimento no mercado, da necessidade de melhor gerir todo o processo de comercialização das argamassas e ETICS, evitando desperdícios, privilegiando a utilização razoável e racional de materiais, dos recursos utilizados e, promovendo a redução da pegada carbónica no ciclo de vida dos produtos.

Road Map Sustentabilidade

A APFAC publicou o Road Map Sustentabilidade em maio de 2026. A Direção decidiu manter e reforçar a sua Agenda da Sustentabilidade, assumindo um compromisso claro com a melhoria contínua do desempenho ambiental do setor e com a promoção da transparência perante associados e restantes partes interessadas. A Sustentabilidade é entendida como um eixo estratégico essencial para responder aos desafios ambientais, sociais e económicos que moldarão o futuro do setor da construção.

Num contexto em que a transformação do ambiente construído é urgente, tal como amplamente reconhecido no panorama internacional da construção sustentável, a Direção prioriza as seguintes linhas de atuação:

  • Integração da abordagem de ciclo de vida nos sistemas de gestão ambiental das empresas reforçando a robustez técnica na tomada de decisão e o alinhamento com as melhores práticas e referenciais internacionais;
  • Avaliação da implementação dos princípios da Economia Circular, incentivando a eficiência no uso dos recursos, a redução de resíduos, a valorização de subprodutos e o aumento da incorporação de matérias-primas secundárias;
  • Sensibilização para as Declarações Ambientais de Produto e para o futuro Passaporte Digital do Produto, promovendo a transparência, comparabilidade e alinhamento com requisitos regulamentares europeus;
  • Cálculo das pegadas de carbono, ao nível do produto e da organização, segundo referenciais e normas reconhecidos, contribuindo para a redução das emissões;
  • Acompanhamento dos novos enquadramentos regulamentares europeus, incluindo o Regulamento dos Produtos da Construção e as Diretivas relevantes para o setor;
  • Sensibilização para os desafios da dupla materialidade e do reporte ESG, com vista ao alinhamento com padrões europeus e as European Sustainability Reporting Standards (ESRS).

Reconhecendo que a transição sustentável exige conhecimento especializado e uma visão articulada com realidades locais, a Direção considerou determinante envolver especialistas externos à associação, capazes de aportar independência, rigor metodológico e evidência técnica na avaliação dos processos e resultados obtidos.

Este projeto Roadmap da Sustentabilidade, de âmbito sectorial, reuniu contributos anónimos dos associados, permitindo construir informação agregada, objetiva e não concorrencial, que sustenta um documento claro, partilhado e orientado para a ação. O objetivo é criar metas e compromissos consensuais, que serão acompanhados e atualizados no futuro, promovendo uma evolução contínua e coletiva do setor rumo a práticas mais sustentáveis.

A versão zero deste documento, não será ainda quantificável, ao nível de índices de performance (kpi), terá apenas indicações genéricas. Até ao final de 2026, a APFAC pretende efectuar um novo workshop, e a partir desse momento pretende definir como resultado do grupo de trabalho, kpi e metas para quantificar em 2027.

Perguntas frequentes

01. O que é sustentabilidade e quais os seus principais pilares?
Arrow

A sustentabilidade é um conceito que procura equilibrar a exploração dos recursos naturais com a preservação ambiental, garantindo que as necessidades das gerações futuras não sejam comprometidas. Assenta em três pilares fundamentais: o ambiental, que se foca na redução de impactos ecológicos e na utilização de materiais sustentáveis; o económico, que visa aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e custos operacionais; e o social, que promove o bem-estar, a igualdade e a inclusão da comunidade na tomada de decisões.

02. Como a sustentabilidade evoluiu para o conceito de desenvolvimento sustentável?
Arrow

O conceito de sustentabilidade deu origem ao desenvolvimento sustentável, que reforça a necessidade de proteção ambiental através da redução de emissões de gases com efeito de estufa e do uso responsável dos recursos. No âmbito económico, procura maximizar a eficiência e minimizar desperdícios, enquanto que, no aspeto social, valoriza a inclusão e a participação da sociedade na construção de um futuro mais equilibrado. Atualmente, tornou-se um tema prioritário para empresas e organizações devido à sua crescente importância global.

03. Qual o impacto da sustentabilidade nas práticas empresariais?
Arrow

A sustentabilidade influencia diretamente a gestão empresarial, que deve integrar fatores ambientais e sociais nas suas estratégias. As empresas precisam de adotar uma abordagem ética e cumprir regulamentações, garantindo a criação de valor económico a longo prazo. Além disso, clientes, investidores, entidades estatais e colaboradores exigem cada vez mais que as organizações considerem a sustentabilidade como parte essencial do seu modelo de negócios.

04. O que são os critérios ESG e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)?
Arrow

Os critérios ESG (Environmental, Social and Governance) são diretrizes que as empresas utilizam para avaliar o seu impacto ambiental, social e de governança. Já os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pelas Nações Unidas, representam um compromisso global para promover um desenvolvimento mais sustentável e justo. As empresas que adotam estas abordagens conseguem melhorar a sua eficiência, identificar riscos e oportunidades e criar valor a longo prazo, tornando-se mais competitivas e responsáveis.

05. Como a eficiência energética está relacionada com a sustentabilidade?
Arrow

A eficiência energética é um fator crucial da sustentabilidade, especialmente em Portugal, onde muitos edifícios apresentam deficiências de isolamento térmico. Para manter níveis de conforto adequados, estes edifícios consomem grandes quantidades de energia, aumentando os custos e as emissões de carbono. A adoção de soluções passivas, como a instalação do sistema ETICS, pode melhorar significativamente o desempenho energético dos edifícios, reduzir desperdícios e contribuir para um futuro mais sustentável.

06. O que é a economia circular e qual a sua importância?
Arrow

A economia circular é um modelo que visa substituir o conceito tradicional de “fim de vida” dos produtos, promovendo a reutilização e recuperação de materiais. Em vez de um sistema linear, onde os produtos são descartados após o uso, a economia circular incentiva a redução de desperdícios e a utilização racional dos recursos. No setor da construção, esta abordagem é essencial para minimizar o impacto ambiental, melhorar a gestão de materiais e reduzir a pegada carbónica ao longo do ciclo de vida dos produtos.

07. Como evitar práticas de greenwashing no contexto da sustentabilidade?
Arrow

O greenwashing ocorre quando empresas divulgam informações enganosas para parecerem mais sustentáveis do que realmente são. Para evitar esta prática, é essencial criar padrões claros de avaliação e comparação de produtos, assegurando que as alegações ambientais são transparentes e verificáveis. A sensibilização e a educação dos agentes do setor sobre critérios objetivos de sustentabilidade ajudam a combater informações dúbias e a promover soluções verdadeiramente sustentáveis.